quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Amor e guerra.



É fácil vencermos o amor em suas guerras?
Quando estamos frente a um obstáculo, é incrível como nossa mente parece parar, regredir. É como se tudo voltar-se contra a gente. São nesses momentos que temos necessidade em buscar no mais profundo do nosso intimo, uma força que muitas vezes nos é desconhecida.
Começamos a lutar contra tudo o que sentimos em troca de tudo que almejamos. Os amores viram guerrilheiros, e relacionamentos tornam-se guerras. Começam então, uma série de ataques por bombas. Tentamos nos desvencilhar, mas, não que ele seja mais forte, é que tem algo no guerrilheiro que tem o poder de nos deixar fracos, algo que nos domina. Essa é a minha e sua fraqueza. Como em guerras, as tropas e batalhões precisam acima de tudo que cada soldado confie no outro. E isso não vem ocorrendo.
Golpes são cada vez mais frequentes, e passando para o lado do amor, traições ganham o mesmo caminho. Durante batalhas, estratégia é fundamental para a vitória. Porém, existe o bom e o mal estrategista. O bom é aquele que pensa por si e por todos, pensa no desfecho sem esquecer do começo. Consegue visualizar o provável e improvável, conseqüências e não conseqüências. O mal, pensa apenas por si. Não tem maturidade para ver que seu ato, diretamente ou indiretamente vai atingir a tropa seguinte, ou quem sabe, se o erro for grande, seu companheiro de guerra. Existem também os lideres e os meros soldados. Liderança reflete em concretizar o que se diz. Os lideres pensam sozinhos, não precisam que outros pensem em seu lugar. Ele confia em si, ele tem cabeça, e é forte o suficiente para ter responsabilidade em seus atos e em tudo que ordena. É esse o papel da liderança. Soldados, não são pau mandados. São fieis que confiam em seu superior. Tem a delicadeza precisa para acreditar na palavra de seu mestre, e a brutalidade espessa para fazer o que o mesmo pede, não importando se vão sair da batalha vivos, ou mortos, eles reconhecem seus lugares, são pessoas que não perdem e que nunca vão perder seu orgulho e seus valores. Eles não desistem, vão até o fim, e por isso, são o coração da luta. O resultado vem em derrotas e perdas. Perdem-se companheiros de guerra, perdem-se vidas, e como em toda guerra, ficam as vitimas. Coloque absolutamente tudo que citei anteriormente, no contexto do amor, relacionamentos, quem perdeu e quem ganhou. Para aqueles que continuarão seus caminhos, além de marcas, ficam manchas que o tempo e ninguém conseguem apagar. Resta seguir em frente, agora, como um vencedor. Alguém que teve inúmeras chances de falhar, de perder e partir, mas, como o mais forte muitas vezes não tem a inteligência necessária para fazer uso de sua força, você, que muitos duvidaram, surpreende. Sofreu, caiu, mas nunca baixou a cabeça, nunca passou por cima de seus princípios, e o essencial: você tem palavra, e zela por essa.
Vencedor não é aquele que abandona a guerra tendo como desculpa salvar a vida de quem ama. Vencedor é quem perde a batalha, que fica sozinho, que da a volta por cima, sempre sozinho, e sabe, que lutou pela a vida de quem ama, e que em momento algum teve medo de lutar, porque sempre falou a si mesmo: quem ama abre mão de tudo, até da própria vida.
Talvez esse seja o mistério do universo...
Sempre que temos alguém ao nosso lado, somos felizes. Quando a perdemos, sofremos. Mas, porque apenas depois, percebemos o quão mal essa pessoa nos fez? Olhamos para trás porque apesar de tudo, valeu a pena. Porque foi através dela que conseguimos enxergar o imenso campo de batalha que ainda temos pela frente, onde a felicidade, dessa vez, é a recompensa final.
Por isso, quando tudo acabar e as marcas ficarem, veja que você não deixou de lutar e que nunca abandonou seu posto, e isso já lhe faz um vencedor. Veja que você é mais você, que no fim, a derrota não foi sua. Entenda que sua vida vai continuar, que você vai seguir adiante, que novas guerras vai ter que enfrentar, que as vitórias serão suas, e dessa vez, sem sofrer, dessa vez você não vai sofrer.. não você! Porque agora é a vez dele, agora, ele sofre...porque tudo que vai, volta! É a lei da vida.

Por: Lorenna Zannard.

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